Essa tristeza que não vai embora

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Os primeiros meses desde ano foram confusos. Estamos quase no final do terceiro mês (março) e tudo parece igual. Ano novo serve pra que mesmo?

Tentei mudar de diversas formas; falhei miseravelmente em quase todas. Até o momento, as únicas mudanças que se confirmaram é que de fato estou lendo mais livros – e livros grandes, o último que concluí, “Vida e Destino”, tinha 900 páginas; considero isso uma conquista pessoal. E também fui na dermatologista e tirei umas verruguinhas e um cisto que estavam me incomodando. E só.

Tentei conhecer um novo amor. Saí e conheci pessoas diferentes. Fiz sexo – sempre com segurança, claro. E nada. Depois de alguns encontros, tudo voltou à constante solidão. Acreditei ter encontrado um novo amor, me apaixonei e não fui correspondido. Na verdade, é ainda pior: ele quase não fala mais comigo, mas finge que está tudo bem, que ele que anda distante do celular. Sei que não é isso. Já vi aquele “online” diversas vezes. É como se ele só não falasse comigo e estivesse esperando que eu tivesse a conversa final. Mas já acabou. E sempre que tento iniciar uma nova conversa com uma nova pessoa, desanimo rápido. Quero só me recolher e sumir e ficar na minha.

Mesma coisa no trabalho. Eu até tinha me animado um pouco ano passado, quando comecei a dar aulas de química. Era algo novo, um desafio, os alunos gostavam de mim. Ou parecia – e ainda parece, pois continuo em contato com os mesmos alunos e eles ainda me dizem que eu deveria ter continuado a dar aulas para eles, pois comigo eles entendiam a matéria. Porém, nada de aulas de química este ano. A escola queria que eu me dedicasse à coordenação do High School – e concordo que eu estava sobrecarregado ano passado, foi bom diminuir um pouco o ritmo. Acontece que, sem isso, eu voltei a desanimar. Odeio esse trabalho, sempre fui infeliz nessa escolha profissional, embora eu agradeça o fato de eu ter um emprego; e é por isso mesmo que estou estudando engenharia química, para mudar de área e tal. Mal vejo a hora. O foda é que, enquanto essa hora não chega, fico eu trabalhando com educação, aturando coisas para as quais nem paciência tenho mais: alunos, pais, professores e um salário de merda que é metade do que o professor ganha por hora – eu ganhava, ano passado, na mesma escola, o dobro por hora pelas aulas de química. Mas coordenação ganha salário de merda; só consigo pagar minhas contas, sobra mais nada: mais um motivo para ser infeliz no trabalho, tem cara de escravidão mesmo.

Tentei mudar a alimentação. Do fim do ano passado até agora eu engordei uns 7kg. No total, estou com 95kg, sendo que há 3 anos eu pesava 73kg. 22kg a mais e parece que falho miseravelmente todo dia. De dia até vai, controlo bem a alimentação. Chega de noite e vem um desespero incontrolável e parece que tenho de comer o que tem em casa e, mesmo assim, não alivia um certo buraco no peito – sim, o buraco é no peito, não no estômago, mal tenho fome. Se eu respeitasse minha fome, acho que raramente comeria ao longo do dia. Hoje iniciei pela milésima vez no ano a alimentação low-carb paleo, a única que descobri nesses últimos tempos que me faz sentir bem enquanto tento emagrecer. Tento, né? Está complicado eu acreditar nisso.

E assim as coisas vão. E assim, há 3 meses já, as coisas caminham. Tenho vontade de ficar em casa, de me desligar do mundo, de não sair mais do quarto, ler meus livros e esperar a morte chegar. Ou ficar estudando. Gosto de estudar e gosto da facu. Essa faculdade me faz bem e, há 3 anos, tem sido minha única razão de existência. Me sinto bem mesmo lá. Só fico triste quando noto que eu deveria estar estudando mais e não tenho tempo. Hoje é segunda-feira e já, já, tenho de ir para o trabalho. Dá vontade chorar. Queria dormir, tenho dormido muito pouco há meses. Ontem dormi a tarde toda, foi uma delícia, fazia tempo que isso não acontecia; mas, em compensação, mal peguei no sono à noite, dormi pouco menos de 5h, pois acordo cedo naturalmente, nem tem o que fazer.

Bom, chega deste post. Ele não tem muita coesão. Eu precisava apenas desabafar. Essa tristeza que bate ali no fundo, que me dá vontade de apagar redes sociais, quebrar meu celular, ficar quieto em casa lendo ou estudando… essa tristeza está aqui faz tempo e só alivia quando me envolvo com as coisas da faculdade. E não sei mudar isso. Não sei como resolver as três questões principais mencionadas neste post: conhecer para amar e com quem o amor seja recíproco; comer direito, até para cuidar da minha saúde e emagrecer; mudar para um trabalho melhor, que pague mais e me faça feliz profissionalmente. Pois, cansei de estar triste. Cansei. Quero viver e sorrir novamente. Anos e anos nessa mesma tristeza está me matando!

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