Só posso ser feliz se estiver com alguém?

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Literatura, filmes, quadrinhos, pinturas… toda e qualquer obra de arte só faz sentido se nos faz conectar com aspectos profundos nossos, nos deixa sentir, nos faz pensar. Com isso de ficar mais tempo fora da Internet – embora eu não esteja tanto tempo offline quanto gostaria, ainda – tenho tido a chance de fazer outras coisas, entre elas, ler. Ler bastante. E, por isso, tenho descoberto livros novos e que me fazem conectar com algum aspecto interno meu.

Na semana passada, li “1 + 1 – A Matemática do Amor”, um Y.A. (young adult literature) de Vinicius Grossos e Augusto Alvarenga. E o resultado? Além de me apaixonar pelo livro, passei a semana toda com esse buraco no peito aumentado, amplificado. Por quê? Porque o livro fala sobre dois amigos adolescentes, Lucas e Bernardo, sendo que Bernardo recebe a notícia de que vai mudar com os pais para Portugal e só tem mais um mês ao lado do melhor amigo, Lucas. Nesse mês, eles descobrem que são muito mais que amigos, em meio a muitas questões complicadas e de fato pertinentes para garotos de 16 anos de idade.

Em outras palavras, a história desse livro me lembrou desse buraco eterno no peito que tenho. Por dois motivos: Primeiro, porque ler uma história muito bem escrita de amor entre duas pessoas mexe com a gente; Segundo, porque é uma história que fala de uma separação pré-anunciada de duas pessoas que de fato se amam, exatamente o que vivi no meu último namoro, quando ele anunciou que iria para a França no Ciências Sem Fronteiras e, com isso, eu decidi voltar para São Paulo – eu morava em João Pessoa à época – e fazer uma nova faculdade, a de engenharia química. “Sem o amor”, pensei, “vou cuidar de ser feliz pelo menos profissionalmente”, coisa que eu não era.

Algumas questões me vieram à mente: 1- O que fazer com esse buraco?; 2- Só posso ser feliz se estiver com alguém?. Ora, não dizem que precisamos cultivar o jardim para as borboletas virem? Não dizem que o “certo” é a gente saber viver sozinho para, então, poder conhecer aquela pessoa especial? Seria, então, “errado” sentir esse buraco?

Eu sei viver sozinho, até gosto de estar só algumas vezes, mas esse buraco no peito é enorme, é gigantesco, e está aqui desde que terminei meu último namoro. E foi um término que durou três meses, antes que tanto ele quanto eu nos mudássemos, para quase nunca mais nos vermos ou nos falarmos. É um buraco que vem toda vez que penso que éramos tão próximos, tão amigos… mas que hoje mal nos falamos. E, pior, mal nos falamos porque ele se distanciou, embora eu tenha tentado manter a amizade, embora eu tenha sonhado com um relacionamento à distância temporário.

É… acho que sou romântico demais. Eu de fato acredito em amor, em conexões profundas em completas entre duas almas humanas. E o que eu quero é apenas uma nova chance de amar… uma chance que seja a derradeira… uma chance de ter uma conexão tão profunda com alguém que não saberíamos viver um sem o outro nunca mais. É errado isso? Quem disse? Essa sociedade falida que só fala besteira sobre tudo o que existe? Eu, pessoalmente, acredito que o AMOR seja a única razão para vivermos. Eu seria capaz de esquecer todo o resto se estivesse feliz com alguém que também sinta o mesmo para comigo. Porém, nos dias atuais, parece que isso é cada vez mais improvável. E, assim, o buraco aumenta. Triste.

20 Dias Já Foram. Faltam 345.

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