O que fazer com essa Bad

  
Olho no espelho e não me vejo. Quem é esse? Onde estão meus amigos? Por que as pessoas me chamam para tudo o que é profissional ou acadêmico, mas para sair, comer algo, beber algo, nem me convidam? Que tipo de pessoa desinteressante eu sou?

Apaguei meu Facebook e Twitter há três meses. Agora apaguei o Instagram e o Beme. Falta só o whatsapp. Por quê? Porque não me acho interessante. Porque tenho vergonha de existir, de que vejam minhas fotos, leiam meus pensamentos. Na verdade, minto! Eu até me acho interessante, sim, e gostaria de encontrar alguém assim como eu. Porém, não acho que alguém mais acredite nisso. A prova está aí, não é baixa auto-estima, são evidências: pessoas que gostam de você e o querem por perto convidam para sair, buscam conversar, lembram que você existe. Mas isso não acontece. E eu cansei. Cansei de correr atrás, de perguntar se podemos sair pra tomar um café, conversar, etc etc. Esse interesse não existe nas pessoas que conheço, nem no povo da facu, nem em amigos de muito tempo, salvo raríssimas exceções de baixíssima frequência.

Apagar Facebook, Instagram, etc, além de evitar o vício nessas redes sociais, é medida de segurança. Assim, eu deixo de ver e saber que virtualmente todo mundo que conheço sai e se diverte e nem um convite mínimo aparece. Ou tenho os amigos errados ou sou muito, muito, MUITO chato! Ou as duas coisas.

Sim, já está óbvio que estou na Bad hoje. Ontem vi uns amigos da facu, lá pelas onze da noite, se encontrando pra balada. Nem sabia que iriam sair. O mesmo pessoal que sempre pega carona comigo, que pede ajuda nas matérias da facu. E nem um convite. A mensagem é bem clara. E esse foi só um exemplo, tem mais. Tem amigo de infância que nunca tem tempo para colocar o papo em dia, mas sai, posta as fotos do churrasco, das cervejas entre amigos… E ainda tem os tais pretendentes amorosos, mas melhor nem entrar nesse assunto.

Não, pode até parecer, mas isso não é ciúme. É a constatação da exclusão, de ser um náufrago social. E não entendo o motivo, só sei que um dia foi diferente, bem diferente.

E, como resultado, vêm aqueles sentimentos negativos, aquela vontade de esquecer o mundo e viver em isolamento, aquele desânimo, a vontade de desistir de tudo, da vida. Em suma, vem a Bad. E ela está aqui já tem um tempo, desde que voltei de João Pessoa, há dois anos já: hoje, tenho me encontrado profissionalmente na engenharia química, mas desde João Pessoa que não sou mais feliz na vida pessoal e amorosa.

E não sei mais o que fazer, só desistir e ir vivendo na minha, isolado, esquecendo do mundo. A Bad está aí e ela ataca feio quando tenho o mínimo de tempo livre. O que fazer com essa Bad? Talvez me ocupar e fingir que alguém se importa. Mas não se importa. Triste, mas é a verdade. E isso só me faz querer me isolar mais e mais e me importar cada vez menos com as pessoas. Uma prisão por eu ser quem sou.

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