Ansiedade, autoestima e autossabotagem – ou, Minha Primeira Recuperação

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Vista de prova. Comparando o que fiz com a correção, descobri que perdi quase 2 pontos por me distrair e elevar ao quadrado algo que deveria ter sido ao cubo, conforme escrevi na prova. Com o resultado final errado, o professor desconsiderou o exercício e voilà! Eu precisava de 1 ponto para passar direto e acabei ficando. Um descuido. Uma peça pregada pelo meu próprio inconsciente.

Algo parecido havia acontecido, na mesma matéria, na primeira prova. Troquei o valor de uma constante, que eu conhecia bem, e cheguei a perder também dois pontos na prova. Fora um exercício que deixei de fazer porque fiquei nervoso e simplesmente não pensei.

O professor, bastante conhecido na faculdade pelas provas mega difíceis e por reprovar muita gente, por si só já me deixava nervoso. Para piorar, era a matéria, a única matéria, que eu sempre fiz questão de ir bem – nunca fiz menos de 9,0 ou 8,5 nela… na vida. E como assim eu consigo uma das maiores notas de cálculo da turma – este semestre foi a terceira maior – e não faço a nota mínima na única matéria em que nunca – nunca! – me dei mal na vida, justo a matéria de que mais gosto na vida e que me fez retornar para a faculdade, por não conseguir ficar muito tempo longe dela: Química!

Resultado: além da nota baixa (4,5), por meio ponto – e pior! por meio ponto que eu sei que era capaz de ter tirado, nas duas provas – fiquei de recuperação. E a inevitável questão aparece: por quê? Por quê?!?!?!

Simples. Porque passei o ano perdendo nota em provas por causa de ansiedade e, principalmente, por não acreditar em mim mesmo. Aconteceu muito no primeiro semestre, quando entendi o que acontecia. Foi ajustar isso e comecei a tirar 10,0 em provas – e em matérias nas quais a média da turma era em torno de 5,0, às vezes menos. Contudo, não fui capaz de acreditar em mim na matéria que mais me importava. Na matéria para a qual mais estudei e em que eu sei que sei, que entendi os conceitos e que nunca errei um exercício das listas e dos livros na hora de estudar. Mas chegava a prova e pã! Travava. De novo, não por não saber, mas por não acreditar.

Tenho certeza de que a recuperação é culpa inteiramente minha, por não ter acreditado, por ter ficado ansioso demais e por ter me autssabotado, errando coisas idiotas que eu sabia resolver. OK que uns 80% da turma ficou de recuperação, mas cada um tem seu motivo e, o meu, sei que é essa pequena-grande questão de sempre.

E isso me faz pensar: quanta coisa eu não deixei de realizar ou cheguei a falhar no caminho simplesmente por falta de acreditar em mim mesmo? Consigo pensar em várias, várias, várias. É… Isso parece me perseguir, me limitar – e muito! É impressionante como o sistema de crenças em que somos criados nos faz ser menos do que de fato somos ou podemos ser.

Agora, resta-me estudar para a prova de recuperação e acreditar o suficiente para tirar uma boa nota e recuperar o meio ponto que faltou.

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