Qual o motivo – what’s the point?

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Jogo-me na cama e é ali que pretendo passar o resto da existência. Qual o motivo de continuar? What’s the point? Se o amor não existe, se tudo é uma ilusão…

São várias pequenas coisas, mas vou direto ao ponto, sem lenga-lenga ou poesisse:

Primeiro: sou desses românticos, que são capazes de se negar em favor de um amor verdadeiro. Mas cadê? Meu último amor foi morar longe e nos perdemos. Fim. Triste fim. Atualmente, não há uma alma viva que desperte meu interesse, a não ser aquele que nunca vai olhar pra mim. Sim, devo confessar, há um bom tempo que estou apaixonado por um amigo, mas obviamente essa não é a dele. Então, vou me contentando com as migalhas, os pequenos momentos diários, os estudos. E nada mais.

Segundo: cheguei à conclusão de que sou um bunda mole medroso. Essa dita coragem de largar tudo e tentar coisas novas, no fim, era só disfarce, parece. Apesar de eu adorar a nova faculdade, eu só saí de João Pessoa porque meu ex não estaria mais lá comigo e eu não consegui nem me imaginar um ano sem ele por lá e, pior, passar um ano esperando ele voltar para que ele voltasse diferente e terminasse comigo. Mas e todo o resto? Eu gostava da cidade, estava em harmonia lá, mesmo não sendo plenamente feliz com a área profissional que escolhi. E resolvi ir embora primeiramente por medo de o que seria se eu ficasse lá sem ele? Talvez eu devesse ter arriscado ficar por lá, esperar por ele voltar e torcer para dar certo? E deixasse pra lá a xoxisse da vida profissional – que era boa, um ótimo lugar de trabalho com pessoas ótimas, só não era o que me faz mais feliz, que é a área de química (ou a das artes – literatura e cinema – duas coisas das quais desisti por, sei lá, falta de fé?)?

Terceiro: no fim, eu continuo com o mesmo tipo de trabalho de antes, também num lugar legal, mas fazendo coisas que não curto muito. Não acho que exista como eu ser profissionalmente feliz nessa área “de sempre”. Ou esse pensamento também seria medo… De desapontar, de fazer algo errado, de não ser o mais próximo possível da perfeição?

Resultado de 1 + 2 + 3: não ando lá o cara mais feliz do mundo. Se eu ainda tivesse a chance de sentí-lo (ele, o tal amigo) nos braços, tocar-lhe os lábios e de fato desenvolver um relacionamento do tipo, eu possivelmente esqueceria todo o resto. Falta-me um amor correspondido, falta-me apaixonar-me por quem de fato possa me querer e me desejar da mesma forma. Lembro de Cazuza e da música “Eu preciso dizer que te amo”:

“E eu já nem sei se eu tô misturando, Eu perco o sono, Pensando em cada gesto seu, qualquer bandeira,…”

Mas fica a pergunta: seria certo isso, colocar minha felicidade nas mãos de um alguém? Ser feliz só no amor e deixa o profissional de lado? Talvez agora sim, pois estou correndo atrás de corrigir isso, fazendo uma nova faculdade. Por que parece ser tão difícil mandar no coração? Por que não dar chance para alguém que de fato possa me querer? Isso, claro, se esse alguém existir. Triste. Triste, mas não acredito mais nisso.

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