Eu não importo

ali

Quase um ano depois, um novo post aqui no blog. Você talvez questione os motivos do “sumiço”. Não tem segredo: tudo estava bem. Depois de um período de crise, fiz aquela longa postagem sobre quem sou e, aquilo, como mágica, me lembrou de tudo o que importa e me lembrou de quem eu era – o problema todo era porque eu estava desconectado de mim mesmo. Assim que me conectei, voilà!, tudo certo. Recomendo, viu!

“Mas e agora?”, você me pergunta, “O que te fez voltar a postar? Este blog é só para momentos depressivos?” Entenda: não deveria ser coisa só de momentos depressivos, mas acaba sendo. Sabe por quê? Porque a felicidade é simples, é singular. Ela não pede textos longos, nem pensamentos explicativos ou racionalizadores. Ela é. Um sorriso, um olhar apertado, talvez uma lágrima, até. Simples. Pequenas coisas que são milhares de palavras. Já os momentos mais tristes pedem palavras, pedem complexidade, explicações, racionalizações. Acontece. E, eu, penso muito melhor quando escrevo.

“Mas e agora?”, você repete a pergunta, visto que ainda não a respondi. Bom, agora eu só gostaria de compartilhar uma pequena sensação que anda me acompanhando desde que o ano começou. Sei que isso é tolo, ou pelo menos talvez soe assim. Bom, deixe que eu me explique:

No fim do ano passado, voltei a fazer filmes. Gravei um curta metragem e comecei com um canal no Youtube. 2013, portanto, começou com bastante coisa para fazer: uma fanpage no Facebook com dicas de inglês, um canal no Youtube vinculada a essa fanpage. As ideias foram surgindo e comecei um segundo canal, desta vez com filmes de uma websérie que eu havia gravado há alguns anos atrás, mas nunca editado ou lançado.

Muita coisa? É, né! Sempre é, se falamos de mim. Vou tentar falar dessas coisas de forma separada, para facilitar a compreensão:

1- Fanpage no Facebook: Comecei há quase um ano. A ideia era substituir minha página normal, que eu não usaria mais e, assim, evitaria ficar tempo demais na Internet. Postaria coisas de que gosto e tentei tematizar no assunto ensino de idiomas para dar uma cara mais profissional. Convidei meus amigos a curtirem a página, só metade o fez. E olha que a ameaça era “se quiser manter o contato, curta, não vou usar mais o FB normal.” Bom, concordo que, se alguém tem mais de 400 “amigos” online, a grande maioria não tem nada de amigo mesmo. Por isso, fiquei um pouco chateado, mas não triste. Acontece. Segui com meu plano sem FB, mas por pouco tempo. Mantive a página mesmo assim. Postava dicas de inglês e, depois de uns 3 meses de página, um belo dia, fiz um daqueles posts virais, cuja receita eu não sei, mas adoraria saber. Em uma semana, meus “fãs” subiram de 200 (basicamente os amigos) para quase 2000. 1000% de aumento. Uau! Isso me animou. Comecei a tratar a fanpage com outros olhos. De lá para cá, nunca mais houve outro post viral desse jeito, mas todo dia tem curtida nova. Hoje tenho 2650 fãs ali. 2450 pessoas que nunca vi na vida.
O LEGAL DA FANPAGE: legal saber que existem pessoas que se interessam por esse tipo de dicas. Porém, existem mais algumas páginas com o mesmo teor no Facebook. Algumas com mais de 100mil curtidas e com conteúdo bastante inferior – sério! – Elas são mais curtidas por motivos que eu não entendo. Ou vai ver que o conteúdo inferior é o meu.
O RUIM DA FANPAGE: Virou uma obrigação. O que era um lugar pessoal de diversas coisas: fotos, vídeos, dicas de idiomas, etc… Virou uma página de dicas de inglês, mais uma. Tem de ter posts sempre. A pesquisa por conteúdo cansa. Elaborar diversos posts cansa. E, para piorar, eu já trabalho com isso. É como chegar em casa e não conseguir desligar. Sabe, numa boa? Perdeu o tesão. Eu venho pensando em acabar com essa fanpage desde janeiro e ainda não tive coragem porque tem um monte de pessoas envolvidas (as que curtem a página) e porque o retorno delas costuma ser bastante legal (compartilhando e curtindo mais que em algumas páginas com muito mais pessoas).

2 – Canal do Youtube da fanpage: No fim do ano, tentando “incrementar” a página e unindo minha vontade de fazer mais vídeos, acabei criando um canal no Youtube com dicas de inglês. E falado em inglês. Honestamente? Foi estranho! Eu tinha muita insegurança com relação a postar vídeos meus e falados em inglês, revelando uma postura que eu normalmente só revelo para meus alunos em sala de aula. Imagina uma galera vendo tudo isso: família, tios, primos, amigos, inimigos disfarçados… Foi complicado! Ensaiei por mais de 1 mês para postar e acabei lançando o primeiro vídeo, que teve uma recepção positiva: quase 500 views em uma semana. Eu esperava até um pouco mais, considerando que a fanpage já tinha mais de 2mil pessoas. Mesmo assim, foi legal. Quem viu, gostou. Mas não voltou para os próximos vídeos. Minha audiência caiu para algo em torno de 250 views por vídeo, metade do que eu tinha conseguido no primeiro. Até hoje já coloquei 7 vídeos online e estamos quase completando 4 meses de canal.
O LEGAL DO CANAL: Foi bom porque me ajudou a perder um pouco o medo que eu tinha de me expor e de expor minhas ideias. Sou tímido e, colocar esses vídeos na Internet, fez que eu mudasse um pouco meu comportamento no cotidiano, ficando mais tranquilo quanto a me expor, a falar o que penso e por aí vai.
O RUIM DO CANAL: Ele veio com o objetivo exclusivo de conseguir mais fãs para a página de dicas de inglês. Não acho que conseguiu muita coisa e a audiência se mantém baixa, lá pelos 300 views por vídeo. Penso no lado positivo que tanto a página quanto o canal poderiam ter para minha carreira e vejo pouca coisa. Penso que curto fazer vídeos, mas eu quero que meu trabalho seja visto. E penso no mais grave: que isso é outro compromisso, outra obrigação. Isso me estressa. A fanpage e o canal acabaram virando uma obrigação para manter algo que eu julgo “morno”. Não vejo minha fanpage atingindo mais de 100mil pessoas, como vejo outras páginas de dicas de inglês por aí fazerem. Muito menos meu canal. Com repercussão baixa, isso não traz nada de positivo para minha carreira. Então, vem a pergunta: por que manter a página e o canal?

3 – Canal da websérie: Essa é uma história mais recente. Envolve vídeos que gravei faz muito tempo para uma websérie de um personagem muito querido, que criei junto de um dos meus melhores e mais queridos amigos. Ele e eu sempre acreditamos muito nesse personagem. Acreditávamos que estávamos fazendo algo de diferente, quebrando com o paradigma, fazendo um humor criativo, inocente e nada apelativo. A produção é amadora, claro, mas tem tanta coisa amadora e de pior qualidade na Internet que faz sucesso. Assim, esse meu amigo e eu acreditávamos que nosso personagem iria chamar a atenção das pessoas. Eu não esperava um sucesso grande, como o de canais no estilo do Porta dos Fundos ou Galo Frito. Não mesmo. Mas acreditava que seríamos vistos. Que chegaríamos ali perto das mil visualizações. Porém, há um mês colocando os vídeos online, tivemos: 60 views para o trailer (OK, é só um trailer); 160 views para o primeiro episódio; 40 views para o segundo episódio. Semana que vem subo o terceiro episódio, dos 4 que temos prontos.
O LEGAL DA WEBSÉRIE: Dessas páginas e canais que coloco online atualmente é o ÚNICO que realmente tem apelo pessoal e não me faz sentir “obrigação” nas postagens e tal. É um personagem de que gosto. São vídeos que me fazem bem. É um ponto de vista diferente e fico feliz de compartilhar isso com as pessoas, mesmo que sejam só 40 pessoas e, todas elas, amigas mais próximas.
O RUIM DA WEBSÉRIE: É literalmente broxante! Broxante! Colocar algo para as pessoas verem e ele nem ser visto. Sabe, o problema não é não gostarem. Eu sei que ele vai desagradar muita gente. Mas poxa! O curta metragem desse mesmo personagem, que gravei em 2006, foi visto quase 5 mil vezes no mesmo Youtube. A websérie sai e não chega nem em 300 visualizações?!?! E, pior, perde 70% de audiência do primeiro para o segundo episódio?!?! Ninguém é obrigado a ver, lógico. Contudo, se considerarmos que, ao publicar o vídeo, marquei os mais de 400 “amigos” do Facebook para verem… e meu amigo fez o mesmo com outras pessoas (amigos dele). Bom, acho que dava para chegar em 300 views, só com os amigos prestigiando seu trabalho. Porém, nem eles querem ver. E sabe? Pela experiência que tenho com a fanpage de dicas de inglês, os amigos (ou “amigos”) são os que menos interagem, os que menos curtem, o que menos compartilham as postagens. Mesma coisa com os vídeos. Algo bem na linha “santo de casa não faz milagre.”

4 – Juntando tudo: Como disse, ninguém é obrigado a curtir nem a ver nada, mas, isso, de certa maneira, me deixa chateado. Por vários motivos. Vários! E praticamente todos têm a ver comigo. Sabe quais são as coisas que passam por minha mente:
a) “Eu não importo” (ou seja, não sou importante, não acreditam em mim ou acham que vai ser algo ruim só por ser eu que postei, se fosse outra pessoa, mais comunicativa, mais carismática, melhor… ou simplesmente mais jovem e mais bonita, ou mais famosa… todo mundo veria!);
b) “Eu sou chato” (isto é, eu devo ser chato “pracaraleo”, só isso explica uma penca de gente nem dar a mínima, ignorar mesmo uma postagem nova de um vídeo desses);
c) “Eu não sei/consigo me conectar com o pensamento atual” (afinal, só assim mesmo para as coisas que eu faço com tanta dedicação e carinho serem sumariamente ignoradas);d) “Eu não sou interessante” (e, por consequência, nada do que faço é interessante para as pessoas. Fico imaginando o povo que marquei nos vídeos pensando “affe! Lá vem esse chato nada a ver querer que eu veja mais uma de suas chatices, vou simplesmente ignorar e não ver nada);
e) “Eu não tenho talento” (e isso se refere especialmente aos vídeos. Afinal, só pode. A websérie é de roteiro, direção e edição minhas.)
f) “Eu só sou interessante quando precisam de mim, não por ser legal ou passar aquela sensação de prazer por estar junto/perto” (Os vídeos de dicas de inglês são para gente que possuem um interesse específico – aprender ou praticar inglês -, o que me diz que só interesso na hora de necessidade, assim como no trabalho. Em suma, não sou “cool”, devo ser um desses chatos de galocha, sem vida e que só serve para ajudar em horas de necessidade).

OK, OK! Ficou meio pesado o papo, né? É, eu sei. Porém, as letras a, b, c, d, e, f acima são exemplo claro de como me vejo em todos os aspectos da minha vida. Todos. Quer um exemplo? Letra a: “Eu não importo”. Quando foi que alguém me convidou para algo porque queria minha presença lá? Porque eu era importante? E não vale compromisso de trabalho, porque isso é deprimente. Legal, né? A letra b e a letra d estão intimamente ligadas à letra a e também explicariam bem os motivos das pessoas em não me chamarem, não me incluírem, etc etc bla bla bla.

Outro exemplo? Letra f: Pensa no trabalho. É onde todos me querem, todos precisam de mim, todos me procuram. E quando, fora do trabalho, alguém me procura, logo mais tem um favor no meio, um interesse.

OK, OK! Estou exagerando, nada pode ser assim tão deprimente. É verdade, estou mesmo exagerando. Algumas pessoas ainda se lembram de mim, embora poucas e em momentos raros. Eu, morando onde moro atualmente, ainda sinto-me longe das pessoas, com poucos amigos e excluído. Por isso, e sobretudo por isso, que sinto saudades de São Paulo, onde eu tinha um pouco mais de amigos e era chamado com um pouco mais frequência. Não muito mais, só um pouco – é, sejamos realistas.

Por essas e outras que desanimo às vezes. A grande ironia é que essas redes sociais, tipo Facebook, só me lembram que eu sou desse jeito, solitário, pouco interessante, chato. É, eu sou chato, gente, é só ler este texto para ter certeza disso, olha as palavras que uso, olha o discurso, olha a preocupação com as regras – gramaticais, no caso – tudo característica de gente chata.

Mas, olha… estou aqui desabafando, mas não estou reclamando. Este texto é um desabafo puro. Não estou chorando por causa dessas coisas todas. Chateado, talvez, mas no máximo isso. E, diante disso tudo, penso que não quero também ser lembrado apenas por ser útil. Quero ser lembrado porque eu faço falta para alguém. Ou porque algo em minha personalidade é interessante para alguém. Sou útil no trabalho, porque lá tenho de ser, e só. Por isso, estou APAGANDO minha fanpage de dicas de inglês. Não quero uma obrigação a mais na minha vida, ainda mais uma com pouco retorno. Mas calma! O FB me dá 14 dias para pensar bem se quero excluir ou não e só então ele exclui tudo de uma vez. Vamos ver se mudo de ideia nesse tempo.

Por outro lado, este blog me dá prazer e me faz pensar. Estou voltando a postar aqui. Se alguém achar interessante o suficiente para ler, seja bem vindo. Prometo que os posts costumam ser bem mais curtos que este aqui!😉

Em tempo: não estou reclamando de nada neste post. O que me motivou a escrevê-lo é eu ter notado que tenho feito (e faz tempo!) muita coisa para “ser visto”, para “ser querido”, para “ser amado”. Em suma, para suprir carências. Eu não quero ser motivado por carências. Quero fazer coisas que de fato me dão prazer. Coisas de que gosto. Não quero fazer coisas só porque acho que vão gostar mais de mim ou vão me querer mais – que é, basicamente, a razão por trás do desejo de fama e outras coisas. Eu tenho feito cinema para ser famoso, não porque eu gosto. Queria ver o resultado das coisas se eu as tivesse feito porque eu estava curtindo tudo aquilo. O mesmo pode ser dito para meu trabalho. Tem muito de “querer ser visto e ser amado” no trabalho do professor. Espero não ter escolhido essa carreira porque eu vejo as pessoas gostando do resultado, mas porque eu realmente amo tudo isso. Fica o pensamento. Hora de refletir.

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4 respostas para Eu não importo

  1. Bronson disse:

    Celso… eu entendo tudo isso, porque penso quase a mesma coisa. Fico realmente puto com um monte de coisa, por exemplo, meus livros! Até hoje Moribundópolis não vendeu nada além dos que eu compro pra vender. só uma pessoa estranha comprou meus livros, deu valor ao meu trabalho e sou grato a ela e foi uma sensação mto boa. O mesmo cabe aos filmes. Fico puto porque a gente gasta tempo, dinheiro, e outras coisas e ninguém reconhece. Sei lá, as vezes dá vontade de largar tudo mesmo, chutar o balde e viver essa vidinha mais ou menos… mas, a gnt não pode desistir. Acredito que ainda teremos, não o sucesso de uma mega star, mas o reconhecimento de um trabalho bom e honesto!!! Hehehe… Abraço, amigo!!!

  2. camilapigato disse:

    Olá, Strider!

    Fui lendo e escrevendo o comentário…

    Em primeiro lugar, adorei a explicação de que a felicidade “é”, define-se por um sorriso, uma lágrima, e que o estado triste pede palavras, explicações.

    Depois, adorei a afirmação de que você pensa melhor escrevendo. Já escrevi isso!🙂

    Agora, sobre as páginas… Eu acho que, por mais que haja mais gente envolvida, pense apenas no que é melhor para você. Se é um começo “morno”, como você diz, para algo que precisa de tempo e você precisa apenas acreditar e persistir, não desista! Porém, se for algo que apenas te prende e não traz os resultados satisfatórios, simplesmente deixe de lado, tome a coragem de parar, não por desistência, mas sim, por sabedoria, e desapegue-se.

    Eu digo sempre: vivemos em um mundo de poucos efeitos e muuuuitas causas. Qual é a causa, na sua vida, no seu contexto, para o efeito “deixar de fazer algo”?

    Nem me fale sobre a frustração na Websérie, dos amigos não verem, do “santo de casa não faz milagres”… Passo pela mesma coisa. Estou um pouco afastada da divulgação e da internet porque minha família me exigiu cuidados que me itraram da minah casa, eu estou escrevendo uma triologia e minha rotina está alterada, mas de vez em quando eu entro, vejo o que a internet permite (já tentei comentar um vídeo seu de noite, mas o excesso de usuários não permitiu, e eu desisti), enfim, continuo totalmente sem rotina. Basta eu ficar elevada e me propor a consertar tudo que Deus, que eu não sei mais se quer que eu cresça ou quer me afundar, coloca algo para me tirar do eixo e tudo sucumbe outra vez. Todavia, de vez em quando, eu também luto pela minha obra. E nem os amigos comentam!!!! Ainda que seja ao vivo, só para dizer, indiretamente: “eu me importo com você”. Porque, para um artista, não ser lido ou visto é o mesmo que dizer, como pessoa: “eu não me importo com você”.

    Uau, você diz exatamente isso nos sentimentos, nas letras, e eu compartilho suas visões…

    E gostei do final. Você não é chato…🙂

    Desabafar faz parte. Quem não faz, um dia explode. E quem quer perfeição, um dia leva uma surra ao perceber que não é perfeito… Como diz Jung, só podemos eliminar nossa sombra interior olhando para ela e iluminando-a.

    Bjos!!!!!!!

  3. Nauru wczasy disse:

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  4. Mingo disse:

    Adorei esse texto. É muito intenso, até me identifiquei com ele em muitos pontos.
    Gosto da maneira como você se coloca pro mundo, como expõe seus sentimentos. Na verdade, somos todos um pouco disso tudo. Só não temos, todos, essa facilidade que você tem de colocar pra fora, como tá fazendo. Penso até ser um privilégio seu. Adorei seu Blog. Vou continuar visitando. Um grande abraço!

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