sleep together

E ponto. E pronto. Pois é assim, é … que estou me sentindo. Sendo … uma indefinição que só. Misteriosa. Incompleta. A preencher. Ou talvez somente incompleta. Talvez um pedaço a menos. Talvez uma sensação que não vem. Ou que não volta. Talvez. …

Confissões on-line. Mode ON! Vamos lá?

Acredito que meu nível de bem estar interior ou até mesmo meu grau de felicidade é medido pela pia da cozinha. Sim, eu sou responsável pela pia da minha cozinha. Sem máquina de lavar louça ou empregada, não dá para acumular louça para a faxineira que vem a cada 15 dias. E a relação entre o bem estar interior e a pia da cozinha é muito simples: pia limpa, bem estar maravilhoso. Pia suja, bem estar em baixa. Simples assim.

Minha pia anda variável. Em alguns dias da semana, impecável. Em outros, passa alguns dias acumulando coisas até que eu lave. Ontem, por exemplo, estava linda. Hoje, já não está e não tenho um pingo de força de vontade de ir lavar a louça. O estranho é que isso tem relação direta com várias coisas. Posso entrar em detalhes? Exemplos recentes:

Depois do meu último post, resolvi que não tenho que (e não posso!) ficar me isolando do mundo. Não sei que sentimentos são esses de ficar sozinho, mas algo em mim me dizia que eles eram errados. Não falo de sair correndo atrás de um namorado novo, falo de ter amigos e pessoas com quem passar um pouco de tempo, me divertir, viver um pouco, pra variar. E foi o que fiz.

Logo após de escrever o texto anterior a este, saí de balada com um dos novos amigos que fiz aqui na “nova” cidade. Depois, no outro fim de semana, viajei para minha cidade e fui ao cinema com amigos, saí com a família, foi uma delícia. No fim de semana seguinte à viagem, marquei uma tarde de videogame com alguns amigos – esse que foi na balada comigo, outro novo amigo, com quem falo praticamente desde que me mudei para cá e um novo-novo amigo, que eu nem conhecia pessoalmente, mas que já era muito amigo desse meu amigo que veio também jogar Wii. Foi legal. E, por fim, no fim de semana seguinte – que, na verdade, foi ontem e antes de ontem -, fui ao cinema com alguns amigos – o novo-novo amigo e, novamente, outro novo-novo-novo amigo. Depois do cinema, um barzinho até mais de 2 da manhã e, para deixar o fim de semana mais legal, esse novo-novo-novo amigo, sem tem como ir para casa essa hora, veio dormir em casa, sendo a primeira pessoa a finalmente utilizar meu quarto de visitas. Ele ainda ficou para o almoço no dia seguinte. Mesmo dia em que várias pessoas do trabalho vieram em casa jogar videogame e conversar.

Resumindo: Aparentemente, há mais de um mês, saí dessa coisa de isolamento e está sendo muito bom. Muito bom mesmo! “E o que isso tem a ver com o início do post?”, você me pergunta. Tem a ver que, depois desses momentos legais, vem a depressão. Ou sei lá o quê. Vem o tal do … . Assim, simplesmente um … . Um … que não me deixa lavar a louça da pia durante alguns dias. Aí eu lavo, e de novo o … . De novo, confissões: eu já tenho me sentido assim antes de sair com as pessoas. Em alguns dias eu sou a pessoa mais feliz e animado do mundo, dias depois eu sou a mais depressiva – ou seria deprimida? E isso se alterna, de acordo com o intervalo de dias.

E olha… essa sensação de vazio que me deixa “deprê” é praticamente a mesma da época em que eu ficava cheio de frescuras pelo meu ex. Só que agora não existe mais ex. Nem aquele, nem outro. Não penso em nenhum ex e nem me vem a vontade de pensar. Logo, a razão disso não era o ex – provavelmente, eu só usava o dito-cujo como desculpa, afinal, é sempre bom nomear aquilo que sentimos. Do contrário, é só um … . Assim mesmo, indefinido. Um buraco.

Também não é a tal da não aceitação da sexualidade. Tem um tempinho já, parece que “liguei o foda-se” geral. E me sinto muito melhor assim. Posto coisas no Facebook para quem quiser olhar, sem restrição de público (como fazia antigamente). Sumiu aquele “auto-policiamento” sobre coisas que “podem” ser ditas, etc. Sinto-me melhor em ser eu mesmo.

O lance da solidão também não é. Ou é. É? Afinal, nada de isolamento e tenho me divertido muito quando saio. É sempre um dos momentos de alta nessa pseudo-bipolaridade. Eu só não entendo por que, quando o fim de semana termina e a semana começa, tudo volta a ser … como antes. E aí um dia estou feliz. Outro dia não. Outro dia sim. E assim vai a semana toda, até chegar o fim de semana.

Tem horas que cansa. Eu na verdade queria ainda ser um adolescente, preocupado com tarefas de casa e trabalhos da escola, vivendo uma paixão daquelas bem inconsequentes e inocentes, em que os dois se entregam acreditando que o Amor dura para sempre. E só. Vai ver esse é o … ? E veja bem, é um conjunto de coisas. E nenhuma delas é possível ou real. Ou talvez, o que eu queria mesmo era só ter alguém para abraçar, e só. Como na figura que ilustra este post. Abraçar. Mais nada. Sem segundas nem terceiras intenções. Sem o risco de estragar as coisas. Amigos sempre e para sempre. Quem sabe o “para sempre” ainda exista com a amizade…

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5 respostas para

  1. Du disse:

    Passo pelas mesmas coisa que você descreveu em seu texto, (mas difere em um ponto : não tenho praticamente nenhum amigo) , Mas quando me deparo com um momento de felicidade sinto-me estranho ,confuso como se não fosse eu. Acho que isto acontece pois acostumei com a tristeza a tal ponto de me acomodar a ela .

    • Strider disse:

      Acho que se acostumar e aceitar algo que claramente não nos traz o bem é praticamente desistir da gente mesmo. Acho que, se tem algo de que não podemos desistir, esse algo é a gente mesmo. Força nessa caminhada, o fato de se identificar com o texto é sinal de que você não está sozinho. No fundo, ninguém está.😉

      • zhenot disse:

        =D . bom ver que no estamos sozinhos .A proposito , voc homem ou mulher :::

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