As Peças que Faltam no Meu Quebra-Cabeça

Hoje foi dia de faxina. Faxina física mesmo, no apê. Sabe como é, varrer, passar pano… Eu deveria pagar uma diarista, mas tem algo nesses momentos de limpeza que me agrada: a chance que tenho de pensar e fazer a faxina no meu interior também. Vai ver é por isso que demoro horrores para limpar a casa – sempre levo pelo menos uma hora a mais do que levaria se fosse mais objetivo nisso. Pois é… só que não o sou. E será que poderei ser objetivo aqui, agora?

Bom. Estou em momento de calmaria. Assim que guardei umas coisas no guarda-roupas e achei um certo castor de pelúcia, pude lembrar o motivo: terminei com meu ex. De verdade, nem lembrava dele. Maldito castor! Ou nem tanto, mas é fato que tenho vontades de me livrar do bichinho de pelúcia – coisa que, antes, nunca quis fazer. De qualquer maneira, com ou sem castor, estou bem.

Um exemplo disso é que não ando atrás de me relacionar com ninguém, estou tranquilo e feliz, na minha. O melhor de tudo? É que desta vez não estou assim por estar fechado. Muito pelo contrário, há 2 semanas pude me conectar com uma pessoa especial de uma forma que julgava ser impossível me conectar com alguém outra vez. Conversamos horas! Nos beijamos! E só. E mesmo sabendo que ele e eu não daremos certo – porque ele e eu moramos muito longe, algo tipo 2300km de distância -, estou tranquilo. Tranquilo e contente por estar aberto a outras pessoas. Tranquilo e contente por não estar mais “no desespero” de se conhecer um novo alguém, me apaixonar. Tudo isso também me deixa tranquilo porque são sinais claros de que terminei mesmo com o tal ex. (Sério, eu fico mencionando isso porque eu tive medo de ser algo passageiro, mas parece que não… tudo está tão diferente e tão claro, não tem motivos para dúvida ou medo.)

Outro exemplo? Sosseguei também em relação à minha carreira e em relação a continuar morando onde estou. Sim, sim! Como mencionei no post anterior, eu precisava mesmo era olhar para quem eu sempre soube que sou e parar de levantar as mil e uma possibilidades do que eu “poderia ser”. Afinal, quem eu queria mesmo ser sempre foi eu mesmo. E pronto. Simples assim. Prestei vestibular para a área que eu sempre soube que queria, Audiovisual. E quer saber? Fui bem na prova: 71% de acertos. Isso é bastante, se considerarmos que eu nem abri o livro para estudar. Se é o suficiente para ir para a segunda fase e passar? Não sei. Mas só o fato de eu estar no caminho, ciente de quem sou e de onde quero chegar, isso me traz a paz. Sim… paz!

E como se não bastasse, há um mês acertei minha alimentação, de acordo com a reeducação alimentar passada pela nutricionista e já sinto os resultados: me sinto melhor fisicamente e comigo mesmo. Falta só começar a praticar exercícios com frequência agora.

Parece que ando encontrando as peças perdidas do meu quebra-cabeça. Tudo por ter olhado para mim mesmo e dito “Basta! É hora de você ser a única pessoa que pode ser de verdade: você mesmo. E vamos enfrentar as consequências disso.” É fácil escolher sermos nós mesmos? AH, nem um pouco! Mas no fim, dá uma tranquilidade, uma paz… ô, se dá!😉

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2 respostas para As Peças que Faltam no Meu Quebra-Cabeça

  1. Carla Morais disse:

    Meu caro escritor… antes de tudo, eu gostaria de falar do susto que levei ao perceber que um certo comentário foi liberado na postagem anterior. E quer saber, eu gostei! Bom, ao começar a ler este texto, não pude evitar de temer pela vida do maldito castor, estou rindo até agora. E como se matando o bichinho, as lembranças fossem junto, não é?!! Se engane! Porém, se realmente é inevitável a vontade de matá-lo, por favor, faça uma doação, já é Natal, lembra? E várias crianças iriam adorar receber um brinquedo, mesmo usado. Depois, fiquei imensamente feliz por vê-lo se posicionando em relação a carreira, alimentação e relacionamento, é esse o caminho; e parabéns pela vitória no vestibular, e se caso não passe adiante (que duvido), não desista, faça um novo, até conseguir realizar o seu sonho. Ele é possível, está cada vez mais próximo de vc, não desista por tão pouco. E se vc começar a caminhar todos os dias, no final da semana, ao se medir, verá que perdeu medidas… caminhar, apenas caminhar, mas não em câmera lenta, por favor! E por último, não pude evitar as lágrimas, acho que vc assistiu Sob o sol da Toscana… “Mas só o fato de eu estar no caminho, ciente de quem sou e de onde quero chegar, isso me traz a paz. Sim… paz!” Não tenha dúvidas de que tudo na nossa vida traz consequências, boas ou ruins, mas é aprendizado. Porém, quando a gente percebe que tudo vale a pena, que seremos beneficiados no final, nossa, que importam as feridas? Elas cicatrizam com o tempo e se a gente cuidar direitinho, às vezes, nem deixam marcas. PAZ, uma palavra tão pequena, mas de um poder tão enorme. Que bom que vc a encontrou, não a perca por nada e por ninguém, principalmente se esse alguém for vc..rsrs! E não se preocupe em conquistar tudo rapidamente, sinta o sabor, aprecie cada passo, perceba as mudanças acontecendo, não tenha pressa. O caminho já foi descoberto, apenas caminhe e sem olhar para trás. Bjs

  2. Carla Morais disse:

    Olha o susto, outra vez!!!

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