Isolamento

Este blog já não é mais o que foi. Sinceramente? Durante o primeiro ano do blog, quando o desafio de me tornar uma pessoa melhor existia, parece que, apesar da pessoalidade em tudo, os temas eram tratados de forma mais geral, como se pudessem acontecer com todo mundo. Pois eis aqui um post que, embora pessoal, trata de um tema bastante geral: Internet, Facebook, redes sociais.

Quem leu meus últimos posts sabe que “crise” é a palavra chave. Contudo, parece que ando chegando a algumas conclusões, indo direto ao ponto e assumindo para mim mesmo fatos que, antes, eram tabu pessoal. Por exemplo? Vim morar longe pra burro exclusivamente por causa do trabalho. E como sabemos, isso não se sustenta por si só. A vida é muito mais que só trabalho. Porém, um outro fato se junta a esse: Vim morar longe pra burro para ficar longe do meu ex.

Ahá! Aí sim! … ou aí não! Pois o Facebook, o Twitter, o MSN, essas coisas todas existem. E mesmo com quase 6,5 bilhões de habitantes, esse mundo nunca vai deixar de ser um lugar pequeno, onde todos seus amigos são amigos do seu ex e, mesmo se você não o tivesse entre seus amigos, você teria contato com ele (como de fato eu tive) através das atualizações dos amigos em comum, etc.

Na boa? Eu já resolvi parar de negar que não gosto dele. Pois gosto. Se eu não assumo isso para mim mesmo, passo a vida fazendo coisas por ele de forma inconsciente e, sem notar, viro escravo desse sentimento. Gosto sim. Embora um lado meu sonhe com um reencontro mágico, o outro acredita em algo mais parecido com a música abaixo:

Então, ao reconhecer isso e ao reconhecer que talvez minha escolha de vir morar longe pra burro só por causa do trabalho tenha sido errada, resolvi que eu devo aproveitar o tempo aqui para um fresh start, um reboot. Sei que isso não acontece de forma mágica, por isso mesmo decidi aproveitar a distância física de meu ex e aumentar a distância online entre nós: apaguei Facebook, Twitter, MSN. Por mais que sejam maneiras de contato com tanta gente, essas redes todas só aumentam a sensação de distância e solidão. Elas criam a ilusão de que estamos perdendo algo “imperdível”, nos passam a mensagem de que deveríamos estar fisicamente com todos aqueles amigos ali. E, no meu caso, com meu ex. Saber que ele talvez esteja conhecendo e saindo com um conhecido meu… Saber que talvez eu seja o único que se importe com ele… saber o que ele faz, que estou perdendo coisas “imperdíveis”… que neste caso seriam ainda mais “imperdíveis”… estava me matando.

Agora… é, e agora? Só me resta aceitar que um dia vou encontrar “alguém como ele” (vide música da Adele). Só não quero fingir que não me importo mais, que não o desejo mais, quando a verdade é o oposto disso. Cansei de fingir para mim mesmo.

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