Amar ou não amar

Ainda o amo. Muito. Ou seria isso um tipo de obsessão? Ou de fuga?
Todos os momentos em que disse que não existia mais sentimento por ele, que não o amava mais, que não o queria mais, em outros momentos, estes, de lucidez, todo esse papo me parece pura negação – sou eu tentando me convencer de que acabou e de que aceito isso. Mas não. Estou fazendo tudo errado.

Há duas semanas, conheci um carinha maravilhoso. Gosto muito dele, me divirto com ele, me sinto bem em estar junto dele. Ele é fofo, muito bonito, hot. Ele tem características suficientes para me fazer apaixonar, desejá-lo intensamente. Contudo… e é nesse “contudo” – ou deveria dizer, “com nada”? – que a história começa – ou nem começa?

Atualmente, parece que consegui identificar uma certa tristeza fora de lugar (descrita no post anterior), que tomava/toma conta de mim, como homesickness, ou algo do gênero. Antes, eu pensava que fosse a falta de alguém especial. Agora que esse alguém apareceu (?) e tudo continua igual, penso que deveria ser homesickness. Tem de ser. Porque se não for, talvez ainda seja amor. Amor pelo meu ex de quase 3 anos de namoro, com quem terminei há 7 anos. 7 anos! Tem noção? Faz algum sentido eu ainda pensar nele? Ainda sonhar com um mundo perfeito em que nunca terminamos. Ou em que nos reencontraríamos e seríamos novamente felizes por muito, muito tempo. Faz sentido isso?

Será que eu desejaria voltar para minha cidade, depois de 7 anos morando fora, depois de morar alguns meses fora do país e de agora morar na outra ponta do Brasil… será que eu gostaria de voltar para minha cidade para estar perto dele? Confesso que, às vezes, ainda me pego pensando em como as coisas seriam se eu estivesse mais perto. Encontraríamo-nos com maior frequência. Ele me quereria de volta? Mais “e se’s” para a coleção.

Pior ainda: pego-me, de tempo em tempo, pensando em tentar, em ir à luta. Afinal, se esse sentimento não me abandonou depois de 7 anos, talvez fosse válido ir atrás. Tentar me reaproximar, morar perto dele, torcer para o fogo que outrora ardia intensamente retornar. Isso pode até ser raro, mas acontece. Sei que ele mudou muito. Nem sei se conseguiria me apaixonar por quem ele é hoje. Mas e se essa for minha única alternativa, nem que seja para quebrar a cara? E se esse for o único jeito de descobrir que acabou, de me libertar desse sentimento e obter a permissão para amar novamente. Ah! Como é difícil, o amor… E mesmo assim, apesar das possíveis contradições e incoerências, isso me dá forças. Pensar nessas possibilidades me faz querer ser alguém melhor, por ele. É, eu sei que isso é errado, mas “e se…”? E se nos reencontrássemos? E se eu pudesse me preparar para estar melhor do que antes, tanto fisicamente quanto psicologicamente? É errado pensar assim, né? Eu sei…

Ou talvez, eu deveria seguir os conselhos dos pesquisadores que descobriram um jeito de superar o fim de um relacionamento (quer saber? olhe aqui). Ou isso… ou nada…

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