De volta!

Amo a vida! De verdade. Não é uma ironia ou algo do tipo, de forma alguma. Gosto mesmo do meu trabalho, da nova cidade em que vim morar, das pessoas que estou conhecendo aqui, do meu apê, de estar pertinho da praia, de morar pertinho do trabalho e de estar em um lugar mil vezes mais calmo que São Paulo. Sério!

Mesmo assim, ainda tem algo, uma coisinha não identificada fora do lugar. Dizem que sempre tem, não é? Que estamos e estaremos sempre insatisfeitos com a vida e com tudo. Eu acho isso ridículo! Não é verdade. Minha insatisfação eterna é comigo mesmo. O inferno sou eu. Onde quer que eu vá, ali estou. A única certeza da vida sou eu mesmo… e a única coisa da qual não poderei nunca fugir. Eu sou meu pior inimigo, embora também possa ser meu melhor amigo.

Dessa forma, esse elemento não identificado, que está em mim e assim estará sempre comigo, faz o mundo continuar sem sentido, de cabeça para baixo. Chega a ser cansativo constatar que, apesar de muita reflexão, de enfrentar alguns dos demônios pessoais, de mudar e de me conhecer melhor, ainda existe muito, mas muito mais a ser visto, descoberto, refletido, conhecido. Chega a desanimar. Pior ainda: parece que me desconstruí no processo e ainda não coloquei as peças em seus novos lugares, nem as substituí por novas. Desmontado. É assim que estou, é dessa forma que me sinto. Questionando a vida, questionando as razões da existência humana e percebendo a única resposta possível: que não tem nada ali, não existe tunel ou luz no final. A vida é inútil sem amor, sem alguém para compartilhar a existência, sem os momentos de troca e carinho com amigos, família e pessoas especiais. Talvez isso seja a única razão de tudo, esses momentos.

Contudo, apesar de entender a importância da solidão, apesar de saber que faz parte da condição humana estarmos/sermos sozinhos, parece que só amigos, só família, só… não adianta. Depois de mais de um ano nessa de entender o que me incomoda e de ter entendido que sou feliz (e muito!) na minha profissão, na cidade em que moro hoje… depois disso tudo, parece que finalmente sobrou espaço para compreender que a única coisa que sempre me incomodou é o medo da solidão romântica… o que me desespera é temer passar a vida só, sem amar e ser amado, dependendo de memórias de relacionamentos passados para alimentar o viver, o dia a dia pálido de uma manhã nublada.

Por estar ciente disso tudo e ainda mais ciente de que a reflexão é mais completa quando falamos com alguém ou escrevemos sobre o assunto, resolvi retomar este blog. O desafio de um ano está concluído, mas a vida continua e as questões não param de vir. Vamos ver até onde vou desta vez. =)

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