Ó Felicidade, onde estais?

Nada! Pessoas, mundo, trabalho, sonhos… Nada tem sentido. É tudo inútil, aos meus olhos. Esforço e me forço a olhar para a frente, a continuar, porque um lado meu ainda quer seguir da forma como as coisas sempre foram. Já não sei mais se estou na beira do abismo com uma ponte invisível que me levaria ao Santo Graal (vide Indiana Jones e a Última Cruzada) ou se errei todo esse meu próprio caminho particular e terminei na beira do precipício.

Em tempo, não sou guru ou tenho pretensões de líder espiritual. Só quero acertar meu caminho, descobrir quem sou em plenitude. Mas a verdade é que, quanto mais profundo, mais confuso fico e menos sei sobre mim mesmo. As respostas vêm em forma de questões, não afirmações, certezas. Hoje, tenho mais não-saberes que saberes: Não sei o que estou fazendo em São Paulo; Não sei se gosto do meu trabalho; Não sei se sou bom em alguma coisa; Não sei o que gostaria de fazer se fosse escolher outra profissão/carreira ou se escolheria outra profissão; Não sei se alguém me acha interessante, relevante, legal, se me amam; Não sei se quero amar uma nova pessoa ou mesmo se sou capaz de fazê-lo; Não sei se deveria largar tudo e ir morar por algum tempo em outro lugar ou se fazer isso seria uma fuga e, no fim, estaria imaginando as mesmas coisas de agora; Nem sei se tenho sido infeliz mesmo ou se sou incapaz de enxergar o óbvio e ser feliz e grato por ser quem sou e por estar onde estou (seja lá o que isso signifique). Não sei!

Depois que passei por um período profundo de reflexão nas últimas férias, voltei assim. Será que realmente descobri verdades e tenho medo de assumí-las? Ou apenas descobri novas estratégias de negar meu Eu Sombrio, que, agora, mais vivo que nunca, toma conta de todo meu ser?

Honestamente? Tenho vontade de dormir para nunca mais acordar (não morrer, só dormir). E tem sido assim há mais de 1 mês, desde que voltei de viagem. E tinha sido assim antes disso, só que, antes, eu fugia desse pensamento me entupindo de atividades tão sem sentido quanto todo o resto. Sabe? Todo meu desespero nos últimos dias de férias era medo de voltar para esse desejo constante de sono eterno. Acho que sabia disso o tempo todo. Meu único desejo agora é acordar para uma nova realidade, melhor, seja ela qual for. Estou no meu limite. É isso!

158 dias já foram. Faltam 207

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2 respostas para Ó Felicidade, onde estais?

  1. MissLuna disse:

    Você escreveu as palavras que eu disse para minhas amigas, duas semanas atrás…
    Elas me deram varias respostas e conselhos… e eu estou tentando seguir alguns deles.
    Não faria sentido te dizer o que elas me disseram. Mas, posso te garantir que nessas horas, eu só penso em ter “esperança”… Sonhar e ter esperança. Sei que as coisas não vão mudar e se transformar como num passe de mágica…. mas tenho esperança de que todas “as coisas” melhorem.
    E desejo que melhore para você também.

    BEIJOS!

  2. Camila disse:

    Pois é… entendo perfeitamente como se sente… Parece que quanto mais profundo fica, mais nos perdemos, mais perdemos a noção do que é o quê, do certo e do errado… O que antes era óbvio: bom ou mal, agora pode ser tanto muito bom (como quando você disse que após a viagem, você descobriu muitas verdades, mas está com medo de assumí-las) ou muito mal (quando outro raciocínio oposto também se encaixa no mesmo caso, como ao dizer que poderia ser seu “Eu Sombrio” falando mais alto). Descobri que na vida nada é preto no branco. O que é certo para um, é errado para o outro. E o que é certo para mim hoje pode não ser amanhã. Ou seja: não há regras prontas, cartilhas. Mudar de país, como você citou, pode tanto ser um ato de libertação do seu Self, quanto fuga – o que estaria sendo alimentado por seu ego. É o mesmo efeito: mudar de país. Mas o que vai determinar se isso é certo ou não não é mais o efeito, como estávamos acostumados. É a causa! O problema é quando notamos que podem existir várias e não sabemos qual delas é a real. Por isso o desânimo, a perda de sentido em tudo. Pense um pouco mais, aprofunde a conversa consigo mesmo um pouco mais, além de deixar a vida fluir. Logo você vai descobrir. Espero que aconteça o mesmo comigo também! 🙂
    Beijos,
    Camila

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