Escolhas

Das coisas que costumam mais tirar o sono das pessoas, o grupo que mais se destaca, eu diria, é o das escolhas. A vida é um pacote de escolhas, desde aquelas que acontecem no “piloto automático” àquelas que precisam de um pouquinho – ou um “muitinho” – mais de atenção. E quanto “maiores” tais escolhas, pior. Pode fazer-nos perder – ou triplicar – o apetite, dormir noites mal dormidas, passar a vida nos culpando por tê-las tomado ou se omitido. Como diria Neo no filme “Matrix Reloaded”, Choice, the problem is choice.

Acredito, com meus posts anteriores, já ter deixado claro que ando enfrentando recentemente um momento desses de “grande” escolha. Já mencionei que enfrentaria os medos, que aceitaria o desafio, mesmo que isso mudasse tudo. Contudo, há pouco mais de 1 mês, a questão bate de volta e incomoda, uma voz profunda continua me interrogando e exigindo que eu apanhe a pílula azul ou a vermelha (veja aqui).

Então, a providência. Não sou o tipo de pessoa que acredita em coincidências, mas em respostas, em ação e reação. E, para minha ação da dúvida, uma parte de um livro que estou lendo me chamou a atenção, justamente por tratar da escolha. Não existem escolhas boas ou ruins, e isso é verdadeiro porque o universo é flexível, ele se adapta à toda decisão que tomamos, como um GPS quando saímos da rota inicial. Nesse livro, Deepak Chopra sugere algumas questões que deveriam ser respondidas quando em face de uma “grande” escolha:

Essa escolha me parece sensata? A finalidade dessa escolha me interessa? Eu amo as pessoas que estão envolvidas? Essa escolha é boa para minha família? Essa escolha é pertinente neste momento da vida? Tenho uma justificativa moral para fazer tal escolha? Essa escolha me ajudará a crescer? Tenho uma chance de ser mais criativo e inspirado por isso que me proponho a fazer?
[CHOPRA, Deepak (2005:110-111). Le livre des secrets. Guy Trédaniel Éditeur, Paris]

Após refletir todo esse tempo, após compartilhar tal escolha com amigos mais íntimos e família, obtive hoje a resposta, e ela é afirmativa, confirmando todo esse caminho que tenho traçado recentemente. Sim! Apesar dos riscos, apesar dos medos, apesar de tudo… escolho a pílula vermelha. Não existe escolha ruim, grande ou pequena. Sei que minha vida vai mudar completamente (mesmo!) por causa dessa escolha, mas sei também que sou muito mais que uma simples escolha que fiz ou deixei de fazer.

150 dias já foram. Faltam 215

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Uma resposta para Escolhas

  1. Alex disse:

    Nossa… Esse assunto me ronda constantemente!!! É um processo interminável. Vivemos uma profusão de escolhas!! O importante (para mim!) é não ser morno!

    Escrevi algo sobre isso algum tempo atrás… Não sei se ainda penso assim:

    http://cozinhaverdelimao.wordpress.com/2009/11/04/inesperadamente/

    Abraço

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