O Preço do autoconhecimento

Nunca que neste caminho em busca de ser uma pessoa melhor, de melhor me conhecer, que pensei na possibilidade de tudo vir fácil. Sempre soube que haveria um preço e, desde o início, afirmei que aceitava o desafio e iria até o fim.

Contudo, após já algum tempo nesse caminho, de repente as fichas começaram a cair e muita coisa se revelou ser completamente diferente do que era antes. A máscara que eu usava se trincou em diversos lugares, algumas lascas caíram, e pude ter um vislumbre de quem Sou.

Em tempo, a maior parte das pessoas cria uma máscara, escondendo-se atrás dela, até porque assim é mais simples e mais fácil viver. Escondemos nossas sombras, inclusive qualidades, que, por algum motivo, acreditamos não possuir lugar em nossa sociedade, em nosso círculo de amigos, em nossa família.

Descobrir quem realmente somos é entregar-se, é tomar consciência de que tudo é um, é ir além da dualidade limitadora, além do bem e do mal. Mas esse processo não acontece assim tão fácil. Pelo menos, não está acontecendo para mim.

Estou feliz, sim, por ver o quanto já avancei nesse caminho e por descobrir que ainda mal comecei. Porém, ao ver quem Sou de verdade, toda a “realidade” que me cerca perdeu o sentido: alguns relacionamentos, carreira profissional, razões para se morar onde moro, estilo de vida, alimentação, crenças e valores. Tudo entrou em cheque.

O mais interessante é que agora SEI a resposta para muitos de meus questionamentos. Porém, terei coragem de seguir em frente? Coragem de largar, abandonar mesmo, tudo o que não mais tem sentido e mergulhar de vez em meu caminho particular, aquele que só eu posso trilhar e que me leva ao encontro da humanidade e da comunhão com todo o planeta e universo? Porque a única maneira de seguir em frente agora é deixar tudo o que não Sou para trás: De hábitos sem sentido à outrora profissão dos sonhos. De caprichos à certos bens materiais. Pessoas me criticariam, muitas não compreenderiam, algumas até me achariam louco. Mas é preciso desprendimento, coragem para largar tudo o que representa o “velho” eu, a máscara, quem não sou.

E é por estar finalmente vendo um pouco mais claro, entendendo e descobrindo a inteligência que existe na vida, que digo SIM, tenho coragem. O frio na barriga está lá, mas a escolha eu já fiz há muito tempo e sei que, nessa estrada, nunca estarei só.

124 dias já foram. Faltam 241

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