Transcendendo a Sombra

Tenho falado muito sobre o Eu Sombrio ultimamente. Na verdade, isso acontece porque a reflexão não pára. Encarar sua sombra, seu self “dividido” entre o simplismo bem e mal, descobrir sua verdade (coisa que não é tão fácil assim de fazer) é tarefa que demanda tempo e muita perseverança.

A novidade agora, que completa o que já havia falado sobre projeção, é o autojulgamento e a autoaceitação. Quantas vezes você já se pegou se julgando? “Isso é errado, você é um fraco/tolo por fazer isso”? hein? Esse tipo de julgamento, acredito, é algo que acontece com bastante frequência nessa nossa sociedade. A gente quer sempre acreditar que, para ser uma boa pessoa, temos de ser bons o tempo todo, nunca errar. Mas isso não é bem possível.

Se observarmos o próprio universo, ou a própria vida, notamos que, para que as coisas continuem crescendo, florescendo, é preciso haver morte, destruição. Fato é que a morte faz parte da vida. O mal é necessário para o bem. O mesmo acontece conosco. Se algo em mim, ou algum sentimento que tenho me incomoda, é errado lutar contra esse sentimento, pois ele é parte de mim, parte do meu lado bom. Não é um outro eu, um ser à parte, a voz do diabo me colocando em tentação. Sou eu, simplesmente assim.

Entretanto, é claro que não vou ficar “adubando” esse sentimento negativo só porque ele é parte de mim. É sim, isso é fato, e não devo me culpar, me julgar pior, projetar, etc., por isso. Vou aceitar tal sentimento, ele existe, e está tudo bem por eu sentir isso. Mas vou ir além do problema, transcender a sombra. Afinal, nenhuma solução para o problema está no nível do problema, é sempre além. Se a Sombra é um problema, vamos além, vamos entender o quanto somos um só, o quanto tudo no universo está conectado a tudo, o quanto podemos ser bem e mal em um só e manter o bem sempre um passo à frente.

Para isso, além de toda a reflexão sobre as projeções, além de praticar o não julgamento, culpa, preciso também reconstruir meu “corpo emocional”.  Alguns passos que, acredito, farão parte desse caminho pessoal são (baseado em Deepak Chopra):

* Tornar-me mais “inteiro” (A sombra também sou eu e tudo bem isso, é assim com todo mundo – faz parte disso todo aquele papo de ter foco, inclusive, parar de me dividir entre 50mil coisas ao mesmo tempo)
* Curar antigas feridas (e a maior parte delas eu talvez tivesse evitado se soubesse transcender minha sombra – tenho trabalhado isso de diversas formas e, acredito, algumas dessas feridas têm a ver com aceitação… minha própria aceitação e a de algumas pessoas super importantes)
* Esperar o melhor de mim mesmo (o bem vence o mal? Bom, o bem faz parte do mal e vice-versa, mas meu saldo pessoal nisso sempre pode tender para o bem, assim como o universo tende mais para a criação que a destruição)
* Adotar ideais realistas (por que será que o assunto sobre “foco” volta à minha mente aqui?)
* Ser generoso, principalmente com minha alma (aqui, falo de compaixão, não só para com os outros, mas para comigo mesmo)
* Enxergar além dos medos (medo de perder pessoas de que gosto, medo de as coisas não darem certo, medo de não ser aceito como sou)
* Aprender a autoaceitação (pois é… )
* Comunicar-me com Deus (Deus Pai e Mãe, isso significa também entender minha relação com a religião… sou católico? ou não?)

Hmmm… right, right! Outro post revelador… Mas o que é este meu blog, se não revelador? Até para mim mesmo.

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