Generation Gap?

Parece estranho falar em generation gap? Especialmente quando parece haver cada vez menos espaço entre as gerações e, em vários casos, pais e filhos são confundidos com irmãos. Digamos que o “buraco é mais embaixo” (definitivamente, eu gosto dessa expressão!). Deixe-me explicar melhor.

Acho que todo mundo que tem família vive um período de suas vidas em que a opinião dos pais é lei divina. É sacrilégio desrespeitar ou ir de encontro a tal palavra – é como rasgar a Bíblia, pode te mandar para o inferno (so they say). Mas a gente cresce e isso deixa de ser verdade para muita gente. Contudo, valores e crenças com as quais fomos educados acabam ficando e, por mais que isso pareça contraditório, insistimos em nos apegar a tais correntes, o que acaba trazendo conflito.

Melhor exemplificar? Um amigo meu – aham! – descobriu que discordava em quase tudo com o que lhe era ensinado na igreja. Descobriu-se em outra religião, mas isso lhe parecia errado quase todo o tempo, pois era como se estivesse traindo sua educação, sua família, suas raízes. “Vai pro inferno assim”, martelava-lhe a consciência constantemente. Tentou a volta. O alívo! Mas algo estava claramente errado. Foi quando tomou consciência do que lhe ocorria: os valores e crenças plantados em sua alma serviam de amarras e era extremamente difícil ir contra tudo o que cresceu repetindo e acreditando, por mais que, atualmente, tudo aquilo fosse errado.

Que exemplo grande! Mas acho que ilustra muito bem diversas situações. Ando descobrindo o mesmo que esse meu amigo – aham! E não só falando de religião, mas de muitos outros aspectos também. Tem coisas na gente que simplesmente são. Entretanto, a família e a sociedade em geral desvia nosso foco para o que não é, quem não somos. Acabamos querendo o que os outros querem que queiramos. Acabamos sendo uma imagem desfocada daquilo que outros pensavam que deveríamos ser.

Por mais que nos encontremos, esse encontro muitas vezes é parcial. Alguns outros aspectos continuam subordinados a essa educação, essas crenças. Acho que por isso o caminho do autoconhecimento é sofrido. Quebrar essas correntes é necessário se queremos ser felizes. Pode não ser tão simples. Porém, é possível, com entendimento e bastante reflexão. Estou nesse caminho, com certeza, descobrindo mais e mais a cada dia. Isso tem me mudado como pessoa, isso tem mudado – melhorado – até minhas relações com minha própria família.

67 dias já foram. Faltam 298

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Uma resposta para Generation Gap?

  1. camilapigato disse:

    “Aham” digo eu! 🙂 Concordo plenamente com você. É parte de meu discurso de vida. Precisamos, para encontrarmos a felicidade, reconhecer e nos libertar dessas amarras do costume e do “todo mundo faz”. Precisamos encontrar o nosso “eu” e deixá-lo aflorar… Não é fácil, mas extremamente necessário!!!
    Abraço!

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