Encontrando o Caminho?

Talvez você nunca tenha pensado nisso. Você talvez seja o tipo de pessoa que sempre soube o que quer, sempre fez o que ama, sempre teve em mente aquilo que não só era o melhor para você, mas também era seu caminho, sua missão, seu destino. Isso deve ser muito legal, de verdade. Quem sabe no fundo, no fundo, eu até o inveje um pouco.

Contudo, na minha experiência, encontro cada vez mais e mais pessoas que parecem não saber o que querem da vida ou que demoram para se encontrar. O fato é que vários conhecidos ou amigos são pessoas que não se encontraram de primeira, que fizeram a faculdade errada ou que nem sabem ainda o que esperam da vida. Alguns apenas sobrevivem, devem achar o trabalho um “mal necessário”, ou sei lá.

Irônico é eu ter sempre me considerado parte do grupo descrito no primeiro parágrafo: desde os 16 anos que eu sabia com certeza o que queria. Tal motivação me fez sair da  cidadezinha natal, estourar o conforto da bolha familiar, perder o contato com os amigos de infância, e arriscar a vida na metrópole, depositando muita energia no que julgava ser meu sonho.

De repente, há uns 2 anos, um sentimento de aversão, como se tudo o que eu fizera atrás do dito “sonho” fosse tormenta. A primeira reação, claro, era pensar “droga, isso é eu desistindo, caminho difícil, vamos em frente”. E dá-lhe insistência! Sabe aquela cara de criança tomando sopa de jiló? Era a minha. O tempo foi passando e passando e, em um belo dia, a ficha caiu: eu não gostava do que achava que gostava, meus motivos estavam todos errados. (!)

Dizem que a aceitação do fato é metade do problema resolvido. Puff! O negócio estava só começando. Ao perder aquela “definição”, a tal certeza que me impulsionava, perdi tudo. “Quem sou? O que quero? Do que gosto?” Meses e meses assim não é nada engraçado. Não sei se você entendeu bem: NADA engraçado! Imagine.

E tão de repente como tudo começou, depois de muita reflexão – e a reflexão diária criada por este blog ajudou bastante na fase final -, o novo caminho começa a aparecer em frente. Acho que ainda sou um garoto de sorte, porque tal caminho esteve na minha cara o tempo todo e estive em contato com ele desde sempre, só não investi tanto quanto deveria por acreditar no outro “sonho”.

Se encontrei mesmo a trilha, se nunca mais vou pensar na outra possibilidade, são questões que deixo para outro momento. Por enquanto, estou bem, feliz por as coisas estarem se clareando.

48 dias já foram. Faltam 317 (é, estou postando no mesmo dia do post anterior, quase 24h depois, mas ainda é hoje!)

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3 respostas para Encontrando o Caminho?

  1. Jorge disse:

    Olá,
    Hoje, o que seu post me fez lembrar é uma frase que vem de um vídeo motivacional piegas. Filtro solar.
    “Não tenha sentimento de culpa se não sabe muito bem o que quer da vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham, aos 22 anos, nenhuma idéia do que fariam na vida. Algumas das pessoas interessantes de 40 anos que conheço ainda não sabem.”
    Sabe, esse negócio de saber o que quer, saber o que é, do que gosta é só uma pressão besta que colocamos em nós mesmos. Devemos ter metas e objetivos? Sim, mas não devemos colocar os nossos objetivos de vida antes da nossa vida.
    A solução para épocas de dúvida assim é concentrar-se no presente e no futuro próximo e evitar sentir medo, ou preocupação extra com o futuro distante.
    Faça planos simples, aproveite coisas pequenas e verá que tudo se encaixa.
    Um abraço.
    J.

  2. Pois é, o vídeo é bem piegas, mas tem certa razão.
    Concordo contigo sobre as metas e objetivos. Acho que nada é definitivo e não tem motivos para a gente se rotular – embora exista uma certa questão socio-cultural nisso.
    Thanks for commenting. =)

  3. camilapigato disse:

    Olá! Compreendo totalmente o tema do post. E este questionamento de ter que rever todos os conceitos: “Quem eu sou? O que quero”, etc, aconteceu comigo e é de perder o chão. Mas como você mesmo disse, aceitar o problema é o início da solução. E o Jorge deu um bom direcionamento: pense no hoje e no futuro próximo e não deixe a meta de vida ser maior que a própria vida… Ui, essa doeu em mim! 😛
    Abraço!

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